Resenha do filme "A Cabana", de Stuart Hazeldine

"A Cabana" é uma história adaptada de uma obra de William P. Young, lançada em 2007. A escrita foi um verdadeiro sucesso e chegou a vender milhões de cópias por todo o mundo. Você já leu? Estou curiosa para.

Hoje, a análise é do filme, enquanto obra independente...



Certamente você já se deparou com dias de profunda reflexão existencial. Já se perguntou sobre o porquê de determinadas coisas terem acontecido e outras não. Por meio da religiosidade, algumas dessas nossas indagações são respondidas. Cabe a nós, acreditarmos ou continuarmos interrogando as argumentações que nos são apresentadas.

Achamos estar no controle de nossas vidas e de todas as situações que nos cercam, mas basta uma reviravolta para percebermos que não é tão simples assim. Sim, a vida é cercada de mistérios, de surpresas, de que já sabemos, mas custamos imaginar que podem acontecer com a gente. Tantas delas podem nos fazer sofrer, tirando-nos o chão, a alegria de viver.



Em "A Cabana", acompanhamos momentos difíceis na vida de Mack Philips (Sam Worthington). Em uma viagem de família, tendo se ausentado alguns minutos, Mack vê-se à procura da pequena Missy, filha caçula. Ao descobrir que a menina fora assassinada, ele entra em conflito consigo mesmo e começa a questionar suas crenças.

Em meio às indagações, Mack recebe uma carta misteriosa, uma espécie de convite para que ele possa voltar à cabana, local onde vivenciou os últimos momentos quando da procura de pistas de Missy. Receoso, mas curioso, ele adentra a mata com a esperança de encontrar resposta. É quando fica face a face com personificações do "Senhor de Todos". Inclusive, este é um ponto positivo do roteiro, que nos leva a conhecer diferentes essências de Deus. Desta forma, conseguimos desenvolver a fé de formas compreensíveis.

É bom deixar claro que o enredo tem muito mais credibilidade quando o espectador compra a ideia. Para um cristão, talvez, possa tocar mais profundamente o coração. Ainda assim, traz belíssimas lições de vida para qualquer humano que tenha relações interpessoais.

A narrativa em off é o fio condutor da história, que segue de forma não linear em vários momentos, mas que funciona bem, graças às amarrações da trama.

As perguntas do protagonista são amplas, tais quais as que costumeiramente fazemos ao questionar nossa existência, os fundamentos de nossas vidas e nosso futuro. No filme, todas devidamente respondidas, com argumentações consistentes e que ajudam a sustentar a fé do personagem. 

O longa, bastante didático em sua construção, peca na trilha e sequências bastante lineares (o trailer mostrava mais ação!). Se o espectador não tiver sido envolvido no comecinho, é possível que ache o desenlace entediante.

Os diálogos são bem elaborados, inteligentes. A direção de arte foi incrível. Atuações excelentes.  É um filme que ensina sobre a arte de amar sem medidas, perdoar sem limites e buscar a paciência para a verdadeira compreensão de si, do outro e do mundo à volta.


Um comentário:

  1. Olá, Ana Lídia! Chegando aqui pela resenha. Esse filme é maravilhoso. Gostei mto. Lindo o seu cantinho.

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