Sniper Americano, de Clint Eastwood: breve reflexão



O longa, dirigido e produzido por Clint Eastwood, mistura patriotismo heroico e um retrato intimista. A obra é uma adaptação autobiográfica de Chris Kyle, soldado de elite do exército norte-americano, considerado o atirador mais letal da história, uma verdadeira lenda, que, após anos servindo seu país, morreu em 2013, quando foi assassinado por um veterano de guerra com problemas psicológicos.



As lições de heroísmo Chris Kyle começaram na infância. Sua relação com a violência fora exaltada pela sua criação rigidamente texana. À mesa de jantar, o pai dividiu a humanidade em ovelhas (que fazem o que lhes é ordenado), cães pastores (que matam os lobos) e os lobos (que matam traiçoeiramente as ovelhas). Texano, ele tentou a vida de caubói, mas foi no exército que encontrou sua verdadeira vocação. Dentro da força de operações especiais da Marinha dos Estados Unidos, os Navy Seals, ele se tornou uma lenda. Dono de uma mira precisa, somou 165 mortes confirmadas, um verdadeiro pastor que protegia seus colegas.



O filme roteirizado por Jason Hall, coloca na balança os dois lados: o guerreiro, matador invencível, e o homem disposto a sacrificar tudo pelo seu país. O retrato de um homem que carregava consigo o peso e a responsabilidade da batalha e a incapacidade de fazer da esposa uma parceira nesse drama.

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